Curso on-line de prevenção e combate ao bullying

A palavra da moda na educação atualmente é bullying. De dois ou três anos para cá, o tema que durante toda a história da humanidade foi jogado para debaixo da mesa, escondido e mascarado, passou a ser assunto nas rodinhas da escola, na família, e sobretudo na imprensa. Depois da tragédia de Realengo, então, não se fala em outra coisa.

Mas o que eu vejo é uma discussão generalizada, sem rumo a seguir. Todo mundo quer combater o fenômeno, mas não sabe exatamente como. Existe uma cobrança em cima da escola, mas, convenhamos, nem mesmo os professores estão preparados para isso. Como abordar o problema? O que cobrar? O que proibir? Nada disso está totalmente claro para educadores, pais e, claro, para a sociedade.

Pipocam iniciativas aqui e acolá, como a do professor Alexandre Malmann, que faz um belo trabalho com alunos de escola pública de Goiânia. O projeto se chama Terra Sem Bullying. E por conhecer o seu trabalho – feito com seriedade e de forma voluntária, diga-se de passagem – que faço questão de ajudá-lo a divulgar o curso que ele vai ministrar em oito módulos: Fenômeno Bullying – prevenção e combate. Além da origem do problema, o curso vai abordar também as possibilidades de intervenção e prevenção na escola.

A vantagem é que, por ser on-line, educadores de todo o País poderão aproveitar a oportunidade. O custo é de R$ 110. Quem quiser mais informações pode acessar o blog do professor Alexandre. Assista também ao vídeo no YouTube.

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O caminho certo para uma educação melhor

O jornal O Popular publicou ontem uma entrevista muito interessante com um dos responsáveis pela mudança radical (para melhor) no sistema educacional de Cingapura, que é hoje referência de modelo de educação em todo o mundo. Na verdade, o que ele conta não é novidade. Já mencionei em outros posts a opinião de outros especialistas que falam da valorização do profissional e melhoria dos salários.

Lá nas primeiras postagens, por exemplo, eu já citava uma fala do então presidente-executivo do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves, que apontava que, no Brasil, os menos qualificados é que vão para o magistério (com exceções, claro), por pura falta de perspectiva na carreira. E que esse era um dos principais gargalos a serem resolvidos para a melhoria da educação por aqui. A entrevista com Lee Sing Kong comprova que este caminho pode, sim, dar certo e mudar uma nação. Leia abaixo.

Lições de Cingapura para Goiás

Responsável pela revolução no sistema educacional do País, asiático participa de encontro de especialistas em Goiânia

Karla Jaime Morais e Afif Sarhan

Cingapura é hoje modelo bem-sucedido em educação e desenvolvimento econômico e social. Em 1960, tinha ensino comparável ao de países africanos. A mudança ocorreu a partir de um processo de reforma educacional iniciado em 1965. São realidades bem diferentes, mas as soluções encontradas no pequeno país de pouco mais de 5 milhões de habitantes e cerca de 500 mil alunos matriculados na rede básica podem servir de exemplo ao Brasil.

É o que diz Lee Sing Kong, diretor do Instituto Nacional de Educação de Cingapura. Ele participou ontem, no Palácio Pedro Ludovico (sede do governo do Estado em Goiânia), de encontro de especialistas na área educacional, promovido pela Secretaria Estadual da Educação. O evento foi o primeiro de um ciclo de debatespreparatórios da reforma educacional que deve ser anunciada em junho pelo secretário Thiago Peixoto.

Lee, que é professor de Ciências Biológicas da Universidade Tecnológica de Nanyang, fala com entusiasmo do instituto que dirige desde 1991, uma escola de formação de professores na qual ingressam apenas os 30% melhores estudantes do ensino médio. Selecionar e remunerar bem os professores são pontos fundamentais, diz ele, mas não bastam. Os profissionais devem estar motivados e orgulhosos de seu papel na conquista de uma nação desenvolvida.

ENTREVISTA

“É preciso atrair os melhores profissionais para o ensino público”

Da reformulação do currículo à valorização do professor, tornando a profissão atrativa para os jovens. Estes são alguns passos que Cingapura deu para melhorar o sistema de ensino público do país, que era um dos piores e hoje está entre os melhores do mundo. Lee Sing Kong foi um dos responsáveis por esta mudança. Ontem, em visita ao POPULAR, ele deu a seguinte entrevista:

Quais são os principais fatores do sucesso educacional em Cingapura?
Um currículo foi preparado para atender da melhor forma a capacidade do estudante, oferecendo uma maior variedade de informações, em diferentes áreas de atuação. Depois de criado, você precisa de pessoas capacitadas para repassar esse currículo aos estudantes. Assim como diretores treinados para guiar esses professores.

Quanto tempo foi necessário para a implementação dessa nova linha educacional em Cingapura?
Teve início em 1965, quando Cingapura obteve sua independência. Foram necessários 15 anos para a reformulação do sistema educacional. Cingapura investiu 3,6% do PIB em educação. Mas o mais importante não é quanto você investe, mas onde você investe. Os professores são a peça fundamental, especialmente porque eles passam grande parte do dia ao lado dos estudantes, eessa relação deve ser considerada como a mais importante para que o caminho a se seguir traga resultados satisfatórios. Investir na capacidade dos professores é o começo, porque isso está diretamente ligado à capacidade dele em sala de aula.

Como é feita a seleção dos educadores?
Você tem que atrair os melhores profissionais para o ensino público, e quando isso acontecer, oferecer treinamentos adequados e condições estáveis para eles. Deve haver uma forte iniciativa para atrair os candidatos, de uma forma que o mais atrativo não seja o salário, mas as oportunidades que esses profissionaisvão ter. Em Cingapura, elevamos o valor do salário dos professores iniciantes de forma a equiparar com os salários iniciais de outras profissões como engenheiros e administradores. Muitos pensam que elevar o salário dos professores é a melhor forma de atrair os melhores candidatos, mas isso não é verdade. Salário é apenas um componente dessa fórmula.

Como os professores são valorizados em Cingapura?
Em qualquer profissão, existe uma busca constante pela valorização do trabalhador, como promoção em cargos ou posições, mas isso vai depender da forma com que esse educador vai obter resultados favoráveis e benefícios. Mesmo que ele venha a trabalhar pelo resto da vida no mesmo cargo, ele seráconstantemente avaliado em sala de aula e isso aumenta o interesse em se obter resultados reais com os alunos, e com isso se autopromover. Temos uma média de 6 mil professores sendo promovidos por ano pelos resultados obtidos com os alunos.

Como manter um padrão de ensino entre os alunos?
Ao separá-los em grupos, vamos oferecer maiores possibilidades de aprendizagem, porque tentar educar todos os alunos da mesma forma vai abrir portas para a evasão e afetar a autoestima de vários alunos que vão preferir deixar a escola do que se sentirem inferiorizados. Professores passaram a dividirseus alunos em grupos de rápido e lento aprendizado. Com isso, ambos vão terminar o ano com praticamente a mesma bagagem.

Fonte: Jornal O Popular – 13/04/11

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Que Brasil queremos divulgar?

O blog volta à ativa, a partir de hoje.

E para retomar, reproduzo a informação abaixo como uma sugestão a ser trabalhada na sala de aula por professores de redação, filosofia e afins.

Qual é a imagem que os estrangeiros têm do Brasil? E qual a imagem que queremos passar para os outros países? Estamos superando o estigma de País do futebol, do samba e do sexo? E a violência, como lidar com essa realidade?

Fica a dica!

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O Brasil nas telas do mundo

A partir deste final de semana, o vídeo promocional da campanha “O Brasil te chama. Celebre a vida aqui” será exibido antes da animação Rio, da 20th  Century Fox, em 250  salas de cinema em todo o mundo. A ação promocional, iniciativa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), visa divulgar os destinos brasileiros no exterior e  deve atingir 1,25 milhão de pessoas  por meio de 7,5 mil inserções. A veiculação do filme publicitário ocorrerá no Uruguai, Argentina, Colômbia, Paraguai, Chile, Peru, Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal e Holanda.

O vídeo Sons do Brasil foi produzido pelo cineasta Fernando Meirelles. O lançamento oficial da produção ocorreu durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando foi divulgada em canais internacionais de televisão e na primeira página do YouTube. Foram cerca de dez semanas de veiculação, com cobertura em mais de 100 países e  alcance de 400 milhões de pessoas. A divulgação abrangeu as Américas, a Europa e países do Oriente Médio, da África e Ásia.

A veiculação do vídeo publicitário antes da animação Rio é estratégica para a Embratur. “É muito importante aproveitar essa visibilidade para divulgar nossa diversidade. Além da cidade maravilhosa, temos outras belezas naturais, praia e sol, e destinos para quem busca cultura, esporte, ecoturismo, turismo de aventura e de negócios”, afirma o  presidente da Embratur, Mário Moysés.

Veja o vídeo no YouTube.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Embratur

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Vem aí o 1° Encontro Goiano de Software Livre na Educação

Se tem uma bandeira que eu faço questão de ajudar a divulgar é o uso de software livre na educação.  E acabo de saber que será realizado o 1º Encontro Goiano sobre o assunto.  O encontro será nos dias 10 e 11 de dezembro,

dentro da programação do 7º Fórum Goiano de Software Livre (FGSL), na Faculdade Cambury (Av. T-2, nº 3531, Setor Sol Nascente, Goiânia, pertinho do Bretas).

Quem quiser participar com a apresentação de palestras ou oficinas tem até o dia 26 de outubro para inscrever seus trabalhos pelo  e-mail: temario@aslgo.org.br. As regras e sugestões de temas estão no site do fórum (fgsl.aslgo.org.br).

A Cambury vai disponibilizar para palestras, salas climatizadas com data show e lousas interativas, laboratórios, uma sala de reuniões, espaço de convivência e estacionamento. Quem coordena o Encontro de Software Livre na Educação é o professor Wendell Geraldes.

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Festival divulga e instala softwares livres para visitantes

Olha que interessante.

No próximo sábado, dia 24, quem quiser conhecer e instalar gratuitamente um software livre no seu computador é só levar a máquina a um ponto em que será realizado o Flisol – Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre. O evento é promovido simultaneamente em 20 países. No Brasil, 46 cidades participam da programação – em Goiás, será em Goiânia, Anápolis, Cocalzinho e Uruaçu.

O Flisol ainda é pouco conhecido e, por isso mesmo, ainda pouco visitado. No ano passado, recebeu cerca de 3,3 mil pessoas em todo o Brasil. Mas é, sem dúvida, uma ótima oportunidade justamente para desvendar e aprender mais sobre o conceito, a utilidade e a utilização dos softwares livres.

Você sabe o que são? São programas de computador de livre uso: podem ser copiados, estudados e redistribuídos sem qualquer restrição. Eu mesma sei muito pouco a respeito, tenho pouquíssimo contato com a opção, assim como uma maioria de usuários da “geração Windows”. Mas acho a idéia fantástica.

Para professores, essa é uma oportunidade importante para se inteirar de ferramentas que podem ser ótimas aliadas no ensino-aprendizagem. Existem inúmeros softwares livres educacionais criados para isso. E estão aí, disponíveis e de graça para que o educador os use com – e para – os alunos. Por que não começar a se inteirar desse mundo a partir da Flisol?

Quem tiver interesse em saber mais, acesse o site do evento: www.flisol.org.br. Lá é possível ter a lista das cidades de cada estado em que o festival será realizado. No dia, haverá também palestras, oficinas e apresentações.

Para quem é de Goiás, destaco a palestra do professor Wendell Geraldes, em Anápolis, que vai falar sobre o Pandorga Linux , o sistema que oferece mais de 120 atividades pedagógicas que citei no post anterior.

Fica o convite!

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Atividades pedagógicas divertidas para alunos da Educação Básica

Para quem havia me pedido dicas sobre recursos pedagógicos, aí está um dos mais interessantes que já vi. O Pandorga é um sistema operacional GNU/Linux. Fácil de usar e gratuito, com mais de 120 atividades.

A matéria é minha, publicada na revista Profissão Mestre, no ano passado.

Clique no link. Vale à pena conferir!

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Não basta ler, tem que ter prazer

Não é uma festa, nem só uma reunião de amigos, mas bem que poderia ser. Na foto, registrei alunos da Escola Estadual Duca Viggiano, no Setor Aeroviário, frequentando a biblioteca da instituição, em plena hora do recreio. É assim todo dia de aula. É claro que nem todo mundo está ali para ler, conhecer novos livros ou pesquisar algo para a escola. Mas não duvide que a porta de entrada para que isso ocorra já foi aberta e tem sido bem encaminhada pela pedagoga Maria das Graças Macedo, dinamizadora na Biblioteca Rui Barbosa.

Chama a atenção a vontade que estes jovens têm de passar o intervalo entre livros (ainda que não seja necessariamente lendo). Eles estão ali por vontade própria. Nada de tornar a biblioteca um lugar de castigo por qualquer fato que desagrade professores e coordenação. Já foi diferente. Era para lá que os alunos eram mandados quando deixavam de fazer exercícios ou cometiam alguma indisciplina – prática (equivocadamente) muito comum até hoje em várias escolas.

Mas há, pelo menos, dois anos, desde que foram iniciados projetos ligados diretamente à biblioteca, a utilização e a própria visão a respeito do uso da sala tem tomado novos rumos. Ler com Prazer é o nome do projeto criado pela professora Graça. Por meio dele, são promovidas oficinas de leitura, trabalhadas datas comemorativas, escritor do mês (homenagem e exposição das obras), cantinho da semana (sugestões de livros para alunos), criação da gibiteca, cantinho da poesia, painel de notícias, jornalzinho, além do blog e do orkut que ela alimenta.

Tudo é muito simples, afinal falo de uma escola pública. O cantinho para os escritores goianos, por exemplo, fica na borda de uma das janelas da biblioteca, que funciona numa pequena sala. A gibiteca é nada mais do que uma caixa de papelão para reunir as histórias em quadrinhos, a maioria doada pelos próprios alunos. Os murais, com fotos e avisos, são feitos de papel. A impressão do jornalzinho, em chamex comum, muitas vezes vem do próprio bolso da dinamizadora. Mas é isto que impressiona: render bons resultados com tão poucos recursos. E só por isso, já vale a divulgação aqui no blog.

Segundo Graça, são cerca de 50 livros emprestados por mês, uma média de 2 por dia (considerados os 21 dias letivos mensais). Isto significa dizer que pelo menos 1 em cada 7 alunos (do total de 356 entre o 7° e o 9° ano) saem da biblioteca com uma obra nas mãos. Para quem via a sala sempre fechada, os números são a certeza de que o trabalho tem dado certo. “Sempre ouvi comentários de que a biblioteca era um espaço morto aqui na escola Duca Viggiano. Com os projetos, houve uma mudança de comportamento”, afirma.

E aí, entre conversinhas e reuniões de colegas no intervalo, não é difícil ver alunos como estes aí de baixo, lendo de verdade!

Estratégias não faltam para atraí-los: concurso de ilustração de poesias com direito a cesta de chocolates para o vencedor; feira cultural com sorteio de revistas voltadas para adolescentes; charadas com fotos antigas publicadas no jornalzinho para que o aluno descubra quem é atualmente a então criança, além de dica de professor na sala de aula.

“A conversa entre os professores sempre se resumia aos problemas com os alunos. Aí, comecei a observar o que os estudantes gostam. Passei a ouvir o outro lado da história e a direcionar nossos trabalhos para isso. Por isso, criei o orkut para a Biblioteca Rui Barbosa e o blog. A garotada tem prazer de se ver na internet”, ressalta Graça.

E de carona com os estudantes, também vão os professores e funcionários do Duca Viggiano. É o que a professora Graça tem buscado: atrair também os adultos da escola. Ainda há resistência. Mas há também reconhecimento e uma crescente participação.

Não tenho dúvidas de que, só pelo fato de passarem a ter mais e melhor contato com livros fica mais fácil a promoção e a criação do hábito da leitura entre os alunos e (por que não?) professores. Tudo com muito prazer, claro. E se isso não acontece em casa, tem necessariamente que ser na escola.

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